terça-feira, 11 de maio de 2010

VALE A PENA A TODOS QUE QUEREM TRILHAR O CAMINHO DO ATOR COM FOCO NO CINEMA

CURSO LIVRE DE INTERPRETAÇÃO PARA CINEMA (48h)
Com Frederico Foroni

Período: 17 de maio a 07 de julho (haverá reposição de aula)
Segundas e Quartas, das 10h30 as 13h30


RESTAM APENAS 03 VAGAS (assista uma aula experimental)

Assista uma cena gravada:
 
http://www.youtube.com/watch?v=kvgGfV394_g

OBJETIVOS:
Treinamento para atores focado no conhecimento e desbloqueio das potencialidades expressivas. Através de exercícios que estimulam a presença cênica, a disponibilidade para o improviso e o aquecimento sensório-emocional, busca-se o aumento da capacidade de ser espontâneo e verdadeiro em cena. O curso é prático e finaliza-se com a gravação de cenas a partir de roteiros cinematográficos.

INVESTIMENTO: a partir de R$165,00 mensais e R$25,00 de matrícula

LOCAL: Casa Jaya - Rua Capote Valente, 305 – Pinheiros – São Paulo



ABORDAGEM: “O Ser em Cena” é uma abordagem de trabalho pedagógico e criativo com atores, em desenvolvimento por Frederico Foroni, mesclando o conhecimento adquirido em diversas experiências como preparador de elenco em longas ("Nome Próprio" de Murilo Salles), como diretor de teatro ("Ruas de Barros") e cinema ("Os Teus"), como terapeuta corporal e como ator ("Querido Pai"), combinando a metodologia aprendida com Antônio Januzelli (com quem estuda há 14 anos), Fátima Toledo (com quem trabalhou 3 anos) e Eric Morris (através de sua obra). Um trabalho vivo, focado na presença do “aqui e agora” a partir do Ser, ou seja, a partir da essência e totalidade do ator em movimento.

CONTATOS: Espaço Terra Forte
11 – 3854-3849
11 – 7883-1784 ID 9*1638 – NEXTEL
EMAIL: terraforte.cursos@gmail.com

Mais informações: www.terraforteproducoes.blogspot.com


 


PROJETO CENA LIVRE
Veja no site todas as informações e fotos:
http://www.casajaya.com.br/modules/smartsection/item.php?itemid=38

CURSO LIVRE DE INTERPRETAÇÃO PARA CINEMA: "O SER EM CENA"
Treinamento para atores, focado no conhecimento e desbloqueio das potencialidades expressivas. Através de exercícios que estimulam a presença cênica, a disponibilidade para o improviso, o aquecimento sensorial e emocional, busca-se o aumento da capacidade de ser espontâneo e verdadeiro em cena.
O curso é prático e finaliza-se com a gravação de cenas a partir de roteiros cinematográficos e as reflexões sobre os padrões que atrapalham ser livre em cena.

Projeto Cena Livre

Matutino
Encontros: Segundas e Quartas, das 10h30 as 13h30
Período: 17 de maio a 07 de julho
Duração: 48 horas em 8 semanas
Investimento: R$215,00 x 3 mensais (matrícula R$25,00)
APENAS 10 VAGAS


OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Reconhecer e ampliar as potencialidades como Ser para que o Ator tenha um desempenho verdadeiro e singular.
Proporcionar ao aluno a identificação dos padrões de reação que interferem na espontaneidade cênica, flexibilizando e ampliando o repertório emocional e a capacidade de ser livre em cena.
Proporcionar envolvimento com as situações cênicas, a partir de exercícios de consciência, ativações emocionais e sensoriais.
Gravar cenas de maneira criativa, dinâmica e vivencial, assimilando a câmera como um elemento confortável e íntimo. Como finalização deste Módulo os alunos gravarão cenas em duplas, uma ou duas cenas cada aluno, tiradas de roteiros e captadas em suporte digital de alta definição.
As cenas serão analisadas a partir do material bruto, oferecendo uma reflexão viva e dinâmica sobre a expressividade do ator e de sua relação com a linguagem cinematográfica.
O aluno terá a opção de contratar a produção de um DVD, para edição e impressão de DVD BOOK com sua cena gravada.


O SER EM CENA
"O Ser em Cena" é uma abordagem de trabalho com atores em desenvolvimento por Frederico Foroni, mesclando o conhecimento adquirido em diversas experiências, como preparador de elenco em longas, como diretor de teatro e cinema, como terapeuta corporal e como ator.
Um trabalho vivo, focado na presença no "aqui e agora" a partir do Ser, ou seja, a partir da essência do ator em movimento.


Frederico Foroni

LOCAL
Casa Jaya
Rua Capoete Valente, 305 - Pinheiros - São Paulo

CONTATOS
11 - 3854-3849
11 - 7883-1784 ID 9*1638 - NEXTEL
EMAIL: terraforte.cursos@gmail.com

sexta-feira, 30 de abril de 2010

CARTAS AO PROFESSOR - 2009/2010 - PROJETO PARCEIRO



ESPETÁCULO CARTAS AO PROFESSOR COM SILVIONÊ CHAVES - DIREÇÃO: MARCO ANTONIO GARBELLINI

Encontro Nacional do Sistema Maxi de Ensino
 



O Projeto

A Cia Teatral Matéria vertente começou em 2004 um trabalho destinado exclusivamente a educadores. Trata-se de uma trilogia iniciada com o espetáculo “Memórias de um Educador”.
Em 2008, convidado pelo Sindicato das Escolas Particulares do Estado de São Paulo – SIEEESP, para participar do Congresso Internacional de Educação SABER 2009, iniciou-se o processo para a segunda montagem dessa trilogia: “Cartas ao Professor”.
A pesquisa para esse segundo projeto foi feita pelo professor Silvionê Chaves. Ele realizou junto a vários professores entrevistas, as quais serviram de base para a elaboração do texto. Nelas, discutiram-se temas e o autor solicitou aos entrevistados que lhe mostrassem cartas recebidas de algum aluno.
Além das entrevistas, o professor Silvionê Chaves pesquisou a obra dos seguintes educadores: Paulo Freire, Rubem Alves, Georges Gusdorf, Lídia Maria Riba, Frank McCourt, Hugo Assmann, Tânia Zaguri, Gabriel Gelaya, e Hamilton Wernek.
A partir dessa pesquisa, o autor escolheu 8 cartas, as quais embasam os conteúdos apresentados no espetáculo.
Depois que a primeira versão ficou pronta, ela foi entregue para quatro professoras, cujas vidas foram dedicadas ao magistério, para que fizessem críticas ao texto. São elas: Ana Tereza Naspolini; Suraia Jamal Batista, Maria Elisa Ibrahim e Sueli Guerato. A partir dessas críticas, foi elaborado um novo texto que durante os ensaios passou por uma nova reformulação para atender às necessidades da encenação. Portanto, esse texto é um produto coletivo do autor com essas educadoras.

CONTATOS E MAIORES INFORMAÇÕES ACESSE: WWW.SILVIONECHAVES.COM
 

segunda-feira, 19 de abril de 2010

sobre a morte e o morrer

Sobre a morte e o morrer

Rubem Alves


O que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de
um ser humano? O que e quem a define?


Já tive medo da morte. Hoje não tenho mais. O que sinto é uma enorme tristeza. Concordo com Mário Quintana: "Morrer, que me importa? (...) O diabo é deixar de viver." A vida é tão boa! Não quero ir embora...

Eram 6h. Minha filha me acordou. Ela tinha três anos. Fez-me então a pergunta que eu nunca imaginara: "Papai, quando você morrer, você vai sentir saudades?". Emudeci. Não sabia o que dizer. Ela entendeu e veio em meu socorro: "Não chore, que eu vou te abraçar..." Ela, menina de três anos, sabia que a morte é onde mora a saudade.

Cecília Meireles sentia algo parecido: "E eu fico a imaginar se depois de muito navegar a algum lugar enfim se chega... O que será, talvez, até mais triste. Nem barcas, nem gaivotas. Apenas sobre humanas companhias... Com que tristeza o horizonte avisto, aproximado e sem recurso. Que pena a vida ser só isto...”

Da. Clara era uma velhinha de 95 anos, lá em Minas. Vivia uma religiosidade mansa, sem culpas ou medos. Na cama, cega, a filha lhe lia a Bíblia. De repente, ela fez um gesto, interrompendo a leitura. O que ela tinha a dizer era infinitamente mais importante. "Minha filha, sei que minha hora está chegando... Mas, que pena! A vida é tão boa...”

Mas tenho muito medo do morrer. O morrer pode vir acompanhado de dores, humilhações, aparelhos e tubos enfiados no meu corpo, contra a minha vontade, sem que eu nada possa fazer, porque já não sou mais dono de mim mesmo; solidão, ninguém tem coragem ou palavras para, de mãos dadas comigo, falar sobre a minha morte, medo de que a passagem seja demorada. Bom seria se, depois de anunciada, ela acontecesse de forma mansa e sem dores, longe dos hospitais, em meio às pessoas que se ama, em meio a visões de beleza.

Mas a medicina não entende. Um amigo contou-me dos últimos dias do seu pai, já bem velho. As dores eram terríveis. Era-lhe insuportável a visão do sofrimento do pai. Dirigiu-se, então, ao médico: "O senhor não poderia aumentar a dose dos analgésicos, para que meu pai não sofra?". O médico olhou-o com olhar severo e disse: "O senhor está sugerindo que eu pratique a eutanásia?".

Há dores que fazem sentido, como as dores do parto: uma vida nova está nascendo. Mas há dores que não fazem sentido nenhum. Seu velho pai morreu sofrendo uma dor inútil. Qual foi o ganho humano? Que eu saiba, apenas a consciência apaziguada do médico, que dormiu em paz por haver feito aquilo que o costume mandava; costume a que freqüentemente se dá o nome de ética.

Um outro velhinho querido, 92 anos, cego, surdo, todos os esfíncteres sem controle, numa cama -de repente um acontecimento feliz! O coração parou. Ah, com certeza fora o seu anjo da guarda, que assim punha um fim à sua miséria! Mas o médico, movido pelos automatismos costumeiros, apressou-se a cumprir seu dever: debruçou-se sobre o velhinho e o fez respirar de novo. Sofreu inutilmente por mais dois dias antes de tocar de novo o acorde final.

Dir-me-ão que é dever dos médicos fazer todo o possível para que a vida continue. Eu também, da minha forma, luto pela vida. A literatura tem o poder de ressuscitar os mortos. Aprendi com Albert Schweitzer que a "reverência pela vida" é o supremo princípio ético do amor. Mas o que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de um ser humano? O que e quem a define? O coração que continua a bater num corpo aparentemente morto? Ou serão os ziguezagues nos vídeos dos monitores, que indicam a presença de ondas cerebrais?

Confesso que, na minha experiência de ser humano, nunca me encontrei com a vida sob a forma de batidas de coração ou ondas cerebrais. A vida humana não se define biologicamente. Permanecemos humanos enquanto existe em nós a esperança da beleza e da alegria. Morta a possibilidade de sentir alegria ou gozar a beleza, o corpo se transforma numa casca de cigarra vazia.

Muitos dos chamados "recursos heróicos" para manter vivo um paciente são, do meu ponto de vista, uma violência ao princípio da "reverência pela vida". Porque, se os médicos dessem ouvidos ao pedido que a vida está fazendo, eles a ouviriam dizer: "Liberta-me".

Comovi-me com o drama do jovem francês Vincent Humbert, de 22 anos, há três anos cego, surdo, mudo, tetraplégico, vítima de um acidente automobilístico. Comunicava-se por meio do único dedo que podia movimentar. E foi assim que escreveu um livro em que dizia: "Morri em 24 de setembro de 2000. Desde aquele dia, eu não vivo. Fazem-me viver. Para quem, para que, eu não sei...". Implorava que lhe dessem o direito de morrer. Como as autoridades, movidas pelo costume e pelas leis, se recusassem, sua mãe realizou seu desejo. A morte o libertou do sofrimento.

Dizem as escrituras sagradas: "Para tudo há o seu tempo. Há tempo para nascer e tempo para morrer". A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A "reverência pela vida" exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue quando a vida deseja ir. Cheguei a sugerir uma nova especialidade médica, simétrica à obstetrícia: a "morienterapia", o cuidado com os que estão morrendo. A missão da morienterapia seria cuidar da vida que se prepara para partir. Cuidar para que ela seja mansa, sem dores e cercada de amigos, longe de UTIs. Já encontrei a padroeira para essa nova especialidade: a "Pietà" de Michelangelo, com o Cristo morto nos seus braços. Nos braços daquela mãe o morrer deixa de causar medo.


Texto publicado no jornal “Folha de São Paulo”, Caderno “Sinapse” do dia 12/10/03. fls 3.

Rubem Alves: tudo sobre o autor e sua obra em "Biografias".

Visitem "A casa de Rubem Alves".

quinta-feira, 11 de março de 2010

AGENDA 2010


2010 INICIAMOS GRUPO DE ESTUDO DA OBRA DE JOÃO GUIMARÃES ROSA - DANDO CONTINUIDADE A PESQUISA QUE REALIZAMOS COM "QUERÊNCIA" E A ENTRADA DE NOVOS INTERPRETES NO GRUPO -


AGENDA DE 2010:

SESC POMPÉIA -SP -  O ALIENISTA NA RUA - 09 DE JAN
SESC POMPÉIA - SP - ANJO TORTO O SOLO - 16 DE JAN
SISTEMA MAX DE ENSINO -LDA/PR - CARTAS AO PROF. - 22 DE JAN
COL. SAGRADO CORAÇÃO - CTBA/PR - CARTAS AO PROF.- 05 JAN
SEC.ED. DE BIRIGUI - SP - CARTAS AO PROF. - 09 DE FEV
SEC. ED. DE PEDERNEIRAS - SP - CARTAS AO PROF. - 18 DE FEV
SESC POMPÉIA - ADONIRANDO - 07 E 21 DE FEV
SESC ITAQUERA - DIÁLOGO DA CIDADANIA - 19 DE MAR
SEC. ED. CABREUVA - SP - CARTAS AO PROF. - 25 DE MAR
SESC CARMO - PROSA POESIA E MUSICAS - 27 DE ABR
SEC. CULTURA DE CAMPOS DE JORDÃO - CARTAS AO PROF. 21 DE MAIO
SEC. CULTURA DE ARARAS - ALIENISTA - MAIO
SESC SANTANA - LETRA E MÚSICA - 22 DE MAIO
APRES. CARTAS AO PROF. NO ABC PELA FTD - 29 DE MAIO
                SEC. CULTURA DE ILHÉUS - CARTA AO PROF. DIA 10 DE JULHO
                CEU SAPOPEMBA - LETRA E MUSICAS - EM SET
                SESC SANTOS - A TERCEIRA MARGEM DO RIO - 17 DE JUNHO
                SESC POMPÉIA - BICICLETA PRA VOAR - 17 E 18 DE JULHO
                SESC CARMO - ADONIRANDO PELAS RUAS DO BEXIGA - 12 DE SET

BREVE HISTÓRICO DO GRUPO:

O RASCUNHO DE UM RIO - 2010
ANJO des-CONSTRUÍDO -  2010
QUERÊNCIA (2008/09) 
BICILCETA PRA VOAR (2009)
O ALIENISTA - (2008)

NA CADEIRA COM OS PÉS NA VARANDA (2007)
MADAME BOVARY (2007)
MUNDO CÃO (2007)
LETRA E MÚSICA (2006)

VINICIUS (2005)
FALA COMIGO (2004)
ANJO TORTO (2000)
GRUPO DA COOPERATIVA PAULISTA DE TEATRO
GRUPO DA COOPERATIVA PAULISTA DE TEATRO