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Depoimentos

Sobre o ensaio aberto que assisti  na Oficina de Atores Nilton Travesso


Dois homens enclausurados na repetição cotidiana e mecânica de seus gestos. Enquanto um afia a sua lâmina de trabalho, o outro afia o aço de suas palavras, num mantra entorpecente que suspende os personagens para fora do plano de uma existência naturalista, adentrando-os no espaço-tempo circular e contínuo da fábula.

          Aos poucos, somos tragados para o interior deste hipnótico universo – de palhetas agrestes evocativas de tios Iauaretês, Riobaldos e Diadorins – e levados a testemunhar a estranha forma de amar que se estabelece entre eles. Amor masculino, desesperado e desamparado. Um amor entre brutos, que só encontra sua total expressão através da violência – explicitado pelo embate de músculos e, ao mesmo tempo atravessado pela fé redentora na palavra.
A dramaturgia vigorosa e a atuação visceral de Marco Antônio Garbellini, acompanhado em cena por Lenadro Siqueira, faz de Querência um espetáculo obrigatório, que certamente merece ser visto e aplaudido por platéias mais amplas.

João Luiz Guimarães – 2009 – Jornalista e Roteirista



QUERÊNCIA


Querência é o lugar onde sempre se retorna. Palavra significativa tanto em português quanto em espanhol, representa a intensa nostalgia de um obsidio, um lugar no mundo, para sempre perdido. É desse lugar que somos todos, ao mesmo tempo prisioneiros e estrangeiros.
Nesta obra teatral os atores encenam com grande impacto a dialética intrasubjetiva entre o eterno retorno impossível e a voz que comanda e conduz o conflito dos supliciados falantes, esmagados entre o impulso de volver e os limites (neuróticos) que se instauraram para impedi-lo. Mesmo quando este mal-estar se faz social e se torna uma luta mortal ao melhor estilo hegeliano.
Um espetáculo que vale a pena por colocar em cena a tragédia dos heróis solitários em que nos transformamos os humanos, buscando em Deus (hoje, Mercado e Ciência) uma ajuda extrema e a punição infinita, de modo concomitante. Como os penitentes que se auto-flagelam sob o imperativo das vozes de sereia das “incelenças”.
Em suma, a Querência é o Princípio de Nirvana: a volta ao estado inorgânico. E à promessa de Paz.
Por isso recomendo esta peça teatral.



Arnaldo Domínguez – Lapa, SP, 26 de maio de 2009.
(Psicanalista)



Declaração
Eu, André Augusto – técnico da programação cultural do Sesc Carmo - declaro que assisti os ensaios do Teatro dAdversydade – do espetáculo Querência de Marco Antonio  Garbellini com direção de Raquel Anastásia e que após este ensaio aberto e as reflexões que pude abordar com este projeto, onde questões existências são deflagradas com uma série de ações violentas, onde a relação de dois homens nos salta aos olhos pela impossibilidade total de comunicação e de um total abandono afetivo entre as personagens, denominadas no espetáculo como homem1  e homem2.
A direção de Raquel Anastásia cria ao mesmo tempo imagens ásperas, violentas e poéticas e a dramaturgia de Garbellini - nos lança num território vasto e também carregado de poesia, com odores, soluços e o desespero de homens que foram tirados de suas vidas normais e lançados num arcabouço extremamente cruel e árido, onde são revelados para o espectador sem nenhum artifício seus sonhos suas crenças e seus desesperos. 
O teatro dAdversydade com seu núcleo de criação: Raquel Anastasia, Marco Antonio Garbellini e Frederico Santiago, tem pesquisado o que nomeiam como Dramaturgia do Ator onde a poética e a preocupação estética aliada ao aspecto humano tem sido uma constante em seus trabalhos.

 Atenciosamente,


André Augusto
André Augusto
Programação Cultural/ Sesc Carmo/SP-2009



DECLARAÇÃO
Declaro, que recebemos em nossa escola o Grupo de Estudo Permanente do Teatro dAdversydade, apresentação da leitura dramática - Auto da Barca do Inferno (Gil Vicente) como complementação de grande valia para o nosso currículo de artes e literatura. 
Atenciosamente 

Marcia Benedicto - coordenadora pedagógica
E.E. EMILIANO AUGUSTO CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE E MELO
(2011) 


 Sobre apresentação no kva com a poeta LUCIA SANTOS....

Precisava de um ator para apresentar comigo o recital “Batom Vermelho”, com poemas do meu segundo livro. Através de um amigo  comum, fiquei conhecendo o Marco. A princípio, vi-o como um ator apaixonado pelo seu trabalho, com gana de aprender mais e mais, de saber não só do universo que lhe cerca, mas do que está além, “do outro lado do muro”, como diz um de seus poemas. E aí está a surpresa: descobri o Marco poeta. De sensibilidade aguçada, a percepção deste ator-poeta foi fundamental para nosso entrosamento em cena, e também fora dela. Era preciso uma cumplicidade que só com outro poeta eu teria. E tive.
Como os poemas eram meus, eu já os tinha na ponta da língua (e da alma). Mas Marco precisava degusta-los, até apossar-se deles de forma simbiótica. E foi o que fez. Foi um trabalho minucioso, elaborado, que custou muitas noites de ensaio. Ele, sempre disciplinado, procurava não deixar furos, mesmo com tantos outros compromissos na sua agenda. E tudo isso, para uma única apresentação que duraria apenas 20 minutos. Mas valeu a pena tanto empenho. O publico que assistiu no Pub do KVA aplaudiu e aprovou. Garbellini não é só um ator, mas é também um poeta que sabe dizer poemas. Ainda que não sejam os seus. 


LUCIA SANTOS
S. PAULO, 24/08/00










REF.: REFERÊNCIAS PROFISSIONAIS

Prezado Senhores
O Grupo de Estudo Permanente do Teatro dAdversydade, se apresentou em nossa Instituição de Ensino no dia 17 de Maio de 2011, fazendo parte do Projeto ProArte, na qual conduziu o espetáculo  O Alienista, baseado na obra de Machado de Assis, de maneira eficiente, demonstrando sua competência profissional, com dinamismo e interatividade com o público,  bem como  demonstrou demasiado conhecimento literário.
Portanto, viemos por meio desta reafirmar nosso entendimento de que são qualidades suas: competência, dinamismo e  interatividade, pelo que procuramos recomendá-los como ótima referência de companhia teatral, na qual certamente terá muito a acrescentar ao seu público.


Sem mais
Janaina Mendonça Rodini
Coordenadora de Projetos da Biblioteca
CEU Parque Anhanguera


 MARCO,

Foi uma satisfação em receber o Grupo de Estudo Permanente do Teatro dAdversydade, para a apresentação do espetáculo teatral: O Alienista de Machado de Assis, para os alunos da EMEF CEU Parque Anhanguera - Fundamental II (peça escolhida pela equipe da Biblioteca CEU Parque Anhanguera do Projeto ProArte) em 17/05/11 - 10h, neste equipamento.

O elenco está de parabéns pela atuação teatral da obra de Machado de Assis, utilizando uma linguagem clara e divertida de encontro com a faixa etária presente; e principalmente pela interação com a platéia, resultando na participação e envolvimento com os alunos no evento.

Segue anexo, o relatório da Equipe da Biblioteca, espero que ajudem vocês na divulgação do teatro.

Desde já agradecemos e colocamo-nos a disposição o nosso teatro para ensaio e divulgação do trabalho de vocês. Sucesso!!!

Atenciosamente,  

Jacqueline K. Mikaro de Oliveira
Coordenadora da Ação Cultural
Núcleo de Ação Cultural
CEU Parque Anhanguera